Você já teve aquela sensação de entrar em uma rede social e simplesmente perder horas do dia navegando em assuntos completamente aleatórios? Além de apresentar uma certa fadiga em seguida?
Essa problemática se refere a um fenômeno que tem chamado a atenção de especialistas e usuários de redes sociais: o "Brain ROT". O termo, que pode ser traduzido como "podridão cerebral", descreve o cansaço mental causado pelo consumo excessivo de conteúdos superficiais e pouco desafiadores. O conceito se tornou tão relevante que foi eleito como a palavra do ano de 2024 pelo Oxford English Dictionary.
O impacto é particularmente preocupante no Brasil, que ocupa a segunda posição mundial em tempo médio de uso da internet. Os brasileiros passam, em média, 9 horas e 13 minutos conectados diariamente, ficando atrás apenas da África do Sul. Esse tempo não se limita apenas às redes sociais, mas também inclui consumo de séries, videogames e outras formas de entretenimento digital.
Entre os principais sintomas do Brain rot, destacam-se: redução da atenção; fadiga mental; falhas de memória; dificuldade em solucionar problemas complexos e aumento do risco de Burnout.
A discussão sobre o Brain rot vai além de apenas assuntos aleatórios, entra em um contexto de interesses políticos e de grandes empresas, que utilizam da política do cansaço e da desinformação para disseminar falsas realidades, incentivar o consumismo exacerbado e dispersar as pessoas com conteúdos rápidos que geram uma satisfação momentânea, mas quando se percebe já foram perdidas várias horas que poderiam ser utilizadas em conhecimento, a grande chave da questão e que essas ferramentas existem justamente para que as pessoas não busquem conhecimento, sendo assim presas fáceis.
No Brasil, esse cenário é alarmante. O país está entre as nações com os níveis mais altos de ansiedade e exaustão mental. Essa fadiga generalizada compromete a capacidade de organização e mobilização social, tornando a população mais suscetível à manipulação por meio de fake news.
Mais do que um efeito colateral do avanço tecnológico, o Brain ROT pode ser visto como uma ferramenta para manter a população alienada e dispersa. Por meio do controle da mídia, do enfraquecimento do pensamento crítico na educação e da exploração neuroquímica do sistema de recompensas do cérebro, grandes corporações e elites políticas garantem que a sociedade permaneça passiva e incapaz de questionar estruturas de poder.
Um reflexo disso é o fato de que muitos jovens estão constantemente ao par do mundo das subcelebridades digitais, assuntos irrelevantes, danças repetitivas entre outras futilidades do que acerca de leis trabalhistas ou direitos fundamentais. Esse cenário beneficia não apenas governos que evitam cobranças por melhorias estruturais, mas também a indústria farmacêutica, que lucra com o aumento da dependência de medicamentos para transtornos mentais, como ansiolíticos e antidepressivos, esse vício nas redes sociais causa um efeito depressivo em questão de comparação de realidades socioeconômicas inatingíveis e ilusórias. Uma proposta de solução seria exercitar o pensamento crítico e buscar fontes confiáveis, como jornais de renome, artigos científicos e textos acadêmicos.
E aquele ditado, nada acontece por acaso: " O rico fica cada vez mais rico e o pobre cada vez mais pobre" e preso a um cenário de vidas perfeitas que são praticamente inalcançáveis.
Reflita e pense criticamente sobre tudo!