É o constrangimento uma arma de guerra, na medida que, quando feito, inibe a ação inimiga. Isso quase sempre é feito através da ameaça por alguma arma maior, da qual se tem um medo. Tal medo faz com que se evite uma determinada ação, a constranja por assim dizer. Desde sua invenção, a bomba nuclear é a que cumpre este papel com mais força, sendo uma coisa muito presente no imaginário coletivo. Em nível militar, cultural e político. É algo sempre muito lembrado. E ainda é uma arma que causa muito este tipo de constrangimento. Militarmente, foi usada apenas 2 vezes, em Hiroshima e Nagasaki, no Japão, disparadas pelos EUA. Feito tais ataques para render o país e mostrar superioridade militar, dando força aos Estados Unidos.
De lá para cá foi um assunto muito onipresente, sendo sempre discutido. Na atualidade, os países que possuem tais ogivas são Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia, China, Coreia do Norte, Índia, Paquistão e Israel. Embora este último adote uma postura de nem afirmar e nem negar, possui o arsenal, como parte de sua força. A qual usa como forma de fazer constrangimentos, se fortalecer. Já desde há um tempo, se fala muito sobre a possibilidade de o Irã possuir tal arma, que é um dos principais inimigos do estado sionista. Por esta razão, entre outras, se faz muito forte oposição a isto. Muito se alega que seria um país instável, com uma conduta e liderança política da qual poderia fazer um uso bélico e violento do armamento nuclear.
Neste sentido, já tomou diversas ações para impedir tal aquisição, a qual alega que ocorrerá desde a década de 1980. É parte também já de uma inimizade surgida após a revolução iraniana, que começou a regime dos aiatolás, declaradamente anti-Israel. Israel, neste tempo, fez já diversas ações para sabotar o programa nuclear iraniano, sendo a mais recente, e talvez mais violenta, uma aberração jurídica e militar chamada ataque defensivo. Onde ataca sem ter sofrido uma ação prévia, alegando que está se defendendo.
Se já foram mais aliados no passado, Israel e Irã hoje são fortes inimigos dentro do Oriente Médio. Irã possui também tensas relações, por ser xiita, com a maioria dos países árabes que são sunitas, em especial a Arábia Saudita. Como maneira de tentar possuir mais poderes, alguns alegando que de maneira instável, busca ter esse armamento nuclear. Que também serviria como ferramenta de constrangimento militar e político. Dificilmente ocorreria o recente ataque de Israel a instalações iranianas caso houvesse esse armamento.
São em si dois estados bastante distintos. Já como um país bastante antigo e em permanente existência, lida o Irã com uma população local, com uma cultura, religiosidade e organização há muito ali existentes. Já Israel é um país recente, oficializado em 1948, embasado em uma antiga identidade e cultura judaica com bases bíblicas. As quais usando dessas, transportou para ali uma população não nativa, que vinha de outros locais do mundo onde haviam nascido. Tal ação fez com que um território ali fosse reapropriado, essencialmente expulsando pessoas para o estabelecimento de colonos. O que gerou um grande ressentimento destes expulsos contra o formado país Israel, que passou para outros países árabes. E possui ideias expansionistas, como colocou Netanyahu em seu discurso da ONU, mostrando o mapa de Israel aumentado.
Isto em si causa fortes tensões entre Israel e outros países. O Irã por ter uma relação geopolítica mais tensa com países ocidentais em particular. Pois, por Israel ser ali um país enxertado, sendo quase uma base militar americana, representa uma tensão para demais países, sendo uma força que pode ser eventualmente aumentada e expandida, como Benjamin manifesta querer. E o constrangimento nuclear seria uma possível forma de evitar isso, sendo uma forma de parar algum expansionismo, ficando uma relação nuclear semelhante a de índia e Paquistão. Também cairia como um jeito de agressão, pois poderia levar isso para uma nova escala bélica. A força nuclear é uma arma de guerra, mas a briga vem por outros diversos fatores.
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