É com a sapiência de Edith Stein
Ou verso de Ruben Darío
Que ia chegar até você
Especulador
Moderno e violento
Insensível e simplório
Com nada de Washington e tudo do Theodore
És os Estados Unidos
Decadente e soberbo
És o grande domador da América Latina
Que tem sangue revolucionário
Que sonha maior e busca o futuro
És um típico exemplar de tua gente
E ainda cheio de dinheiro
Desconhece o mundo e contra ele ataca
Teu poder e influência enfia
Crês que todos a ti se renderão
Que onde põe teus tarifaços
O porvir põe
Não
Se como disse Mark Twain
Que a história não repete, mas rima
Faço destes versos a arma
Para ir-te para cima
Ainda tenta o mundo tomar
Com a velha política americana
E aumentando tarifas ou mandando exércitos
És um Herodes Antipas, Nero César
Crês que a vida é incêndio e competição
Que dentro de tuas torres ou da Casa Branca o mundo coordena
Que queimando as relações comerciais com tuas tarifas
Os outros te beijarão por detrás submissos
As armadilhas comerciais são a mais antiga arma dos EUA
Que as sanções, desde Woodrow Wilson, os inimigos pressionam sem tiros
E as transações que criam travas e dependências em seus vassalos
Criando redes de dominados mundo afora
Usam os Estados Unidos de artimanhas financeiras para os outros dominar
E quando assim o fazer o império se organiza e fortalece
São ainda ricos, causando amplos tremores neste mundo
E ainda pensam as estrelas serem vossas
E sonhando com esse caminho da fácil conquista
Segue a estátua levantando sua tocha em Nova York
Foram assim todo esse tempo, criando todas suas linhas
E juram que elas jamais se partirão, mesmo que com todos tenham que brigar
Mas nossa América Latina
Por vocês dominada desde James Monroe
Mantém ainda sangue e vontade
De ser, crescer e vencer sua realidade
Nosso sangue é forte, aguerrido, bravo
Traz consigo algumas das grandes virtudes existentes
Em nossa sensível alma bárbara
Que explode e flameja perante a peleia
Esse grande porrete que segue apontando para o mundo
Enquanto fala terrivelmente grosso com essa sua irritante voz
Te torna um Páris, um Heitor, jamais um Odisseu ou Aquiles
A sabedoria e estratégias de Atena nunca erram
Quando o profeta Tirésias a tragédia de Édipo previu
Percebia já nos trejeitos das pessoas e no ar o porvir chegando
Falou o que estava para acontecer
E em sua sabedoria e paciência acompanhou
Não sou Tirésias, enxergo com os olhos e intuição
Mas vejo, junto com o mundo, que teu porrete está quebrando
Que com as tarifas tenta bater nos outros e eles nem sentem
Veem apenas teu desespero e despótica ambição
Os velhos tempos de Monroe e Roosevelt estão morrendo
Vislumbram os ibero americanos a chance de crescerem sozinhos
Sem tua atrofiante presença e dominação
Onde já não consegues mais enfraquecer nossas forças ou dominar nossa política
Talvez estejas já no mundo espiritual quando isto vier
E será uma nova América, um novo continente
Que terá uma irmandade e igualdade entre seus países
A qual agora odeias e quer afastar
Precisaria mandar todo teu exército e tarifas
Para manter o domínio sobre nós e o mundo
E seguir cravando suas férreas garras de águia
Ainda contais com tudo, e segue faltando uma coisa:
DEUS!
