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Quinta-feira, 15 de Outubro 2026
Geral

Violência contra as mulheres

O impacto da educação de base na redução do feminicídio no Brasil

Jackson Silveira
Por Jackson Silveira
Violência contra as mulheres
Acervo visual de autoria própria, imagem criada com auxílio de inteligência artificial (OpenAI, ChatGPT – ferramenta de geração de imagens), 2026.
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A prevenção da violência contra as mulheres começa antes dos tribunais: passa pela educação, pelos limites estabelecidos na infância e pela responsabilidade compartilhada entre família e sociedade.

Historicamente mascarada como uma questão de foro privado, a violência contra as mulheres consolidou-se no Brasil como uma crise estrutural de saúde e segurança pública. Análises estatísticas apontam que grande parte dos homicídios dolosos de mulheres ocorre no contexto doméstico, familiar ou afetivo (FBSP, 2026), revelando que o próprio lar permanece como espaço de vulnerabilidade para muitas vítimas. Com crescimento de 4% nos índices de feminicídio em relação ao ano anterior, o país atinge o maior patamar de letalidade desde a tipificação da Lei do Feminicídio (Lei nº 13.104/2015). Compreender essa dinâmica é essencial não apenas para o aprimoramento jurídico, mas também para reconhecer a urgência de uma educação capaz de romper ciclos de agressividade desde a infância.

Toda a sociedade — incluindo pais, mães e responsáveis — participa da formação dos jovens e pode, às vezes sem perceber, normalizar comportamentos nocivos. A violência de gênero é um problema estrutural complexo. Muitas vezes, a sociedade e os educadores deixam passar pequenos comportamentos agressivos na infância e na adolescência, sob a justificativa informal de que “é coisa de menino”. É fundamental que a educação oferecida em casa, seja uma primeira barreira para interromper esses abusos antes que se tornem padrões na vida adulta.

A agressividade futura pode ser alimentada pela permissividade na infância, independentemente de quem esteja educando. O respeito às mulheres começa cedo. Quando se permite que um menino falte com respeito, seja agressivo com a própria mãe, com as irmãs ou com as colegas de escola sem uma consequência clara, transmite-se a mensagem de que esse comportamento é aceitável. A estratégia de enfrentamento precisa, portanto, ser estruturada também a partir do núcleo familiar.

“A educação em casa tem um poder gigante de romper esse ciclo. Temos uma responsabilidade coletiva na criação (homens e mulheres) e precisamos estabelecer limites firmes desde a infância para que os jovens entendam o valor do respeito mútuo. [...] O enfrentamento à violência contra a mulher não acontece apenas no âmbito jurídico ou policial: ele começa na base, dentro de casa.” (SILVEIRA, 2026, s.p.).

Enfrentar a violência de gênero não é uma tarefa que se esgota nos tribunais. É uma missão que pulsa diariamente no silêncio dos lares e na forma como se educam as próximas gerações. Cada estatística de feminicídio carrega o eco de uma vida interrompida por um ciclo de agressividade que, em algum momento, pode ter sido tolerado ou silenciado. Mudar essa realidade exige coragem para corrigir comportamentos desde cedo. O respeito não nasce pronto na vida adulta: é cultivado na infância e fortalecido pelos limites ensinados em casa. Quando os meninos são educados com afeto e firmeza, contribui-se para proteger as mulheres de amanhã e formar adultos mais saudáveis.

Que as ações do presente ajudem a reduzir os números da dor e a construir uma sociedade em que o respeito seja uma das maiores heranças para as futuras gerações.

FONTE/CRÉDITOS: BUENO, Samira (coord.). Retrato dos feminicídios no Brasil. São Paulo: Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), 2026. Disponível em: https://publicacoes.forumseguranca.org.br/handle/fbsp/291. Acesso em: 14 out. 2026. SILVEIRA, Jackson. Declaraç
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Jackson Silveira

Publicado por:

Jackson Silveira

Formação em Pedagogia, com especializações em Coordenação Pedagógica, Orientação Educacional, Neuropsicopedagogia,Psicanálise clinica e institucional , Educação Ambiental e Sustentabilidade, MBA em Coaching Educacional e MBA em Gestão de Projetos. ...

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