A Avenida Paulista, em São Paulo, e o Eixo, em Brasília, foram palco de manifestações marcadas por interrupções no trânsito, adesivaços de veículos sem autorização dos proprietários e denúncias de vandalismo em uma estação do metrô. As ocorrências mostram como o direito de manifestação pode ser confundido com licença para a baderna.
Curioso como certas manifestações parecem receber um tratamento especial. Bloquear vias, prejudicar trabalhadores e desrespeitar o patrimônio alheio seriam apenas demonstrações de entusiasmo democrático? Afinal, quando a confusão veste determinadas cores partidárias, até o vandalismo parece ganhar uma interpretação mais generosa.
Já acionaram as Forças Armadas? Identificaram os terroristas? Os chefes dos Poderes já se manifestaram em defesa da democracia? Ah... se é de esquerda pode. A ironia expõe uma questão que merece resposta: por que a cobrança por ordem, responsabilidade e respeito às leis parece variar conforme a identidade política dos manifestantes?
Democracia não é salvo-conduto para depredação, intimidação ou desrespeito ao cidadão. Protestar é direito constitucional; praticar vandalismo, não. A lei precisa valer para todos, sem privilégios ideológicos. Porque, quando a baderna é relativizada por conveniência política, quem acaba atropelada é justamente a democracia que tantos dizem defender.
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