O governo federal apresentou nesta terça-feira (15) o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2026 ao Congresso Nacional, e com ele veio um alerta preocupante: se nada mudar, a União pode quebrar já em 2027. Mesmo assim, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva optou por deixar de fora da revisão de gastos os precatórios — as dívidas judiciais que o governo tem com cidadãos e empresas. Em contrapartida, manteve programas que incham a máquina pública e que, apesar do custo bilionário, não geram empregos nem capacitação.
A proposta enviada ao Legislativo estabelece metas de equilíbrio entre receitas e despesas, mas os números divulgados pela equipe econômica mostram que o buraco é fundo — e está ficando ainda mais largo. A projeção aponta que o Estado brasileiro corre o risco de entrar em colapso fiscal já no primeiro ano do próximo mandato presidencial, caso medidas mais duras não sejam adotadas.
O problema? A conta não fecha. Mesmo após anunciar cortes e revisões em 2023, o governo continua sustentando uma máquina pública pesada, com estrutura cara e ineficiente. A incompetência do governo Lula em gerir o Estado aliado aos benefícios irresponsáveis que não miram em formação profissional e oportunidades de emprego têm deixado um rombo enorme no orçamento.
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A revisão de gastos mencionada no PLDO se limita a pente-fino em programas como o Proagro, os benefícios previdenciários e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Em outras palavras, o governo optou por medidas de prateleira, como cruzamento de dados e revalidação de cadastros, em vez de enfrentar as verdadeiras fontes do desequilíbrio fiscal.
Especialistas alertam que a insistência em manter programas assistencialistas sem contrapartida produtiva contribui para o ciclo vicioso da dependência estatal. O foco continua sendo o fortalecimento de currais eleitorais — política que favorece o imediatismo em detrimento de um projeto de país sustentável.
Enquanto isso, os precatórios — dívidas que o governo tem obrigação legal de pagar — continuam acumulando. E a fatura, mais cedo ou mais tarde, chega. Em 2027, segundo as próprias estimativas da equipe econômica, o Brasil corre o risco de não conseguir pagar suas contas mais básicas, incluindo salários de servidores, aposentadorias e repasses a estados e municípios.
O cenário traçado pela equipe de Haddad escancara o que já se observa nas ruas: um Estado cada vez mais inchado, caro e ineficaz. O debate que se impõe agora não é só sobre onde cortar, mas, principalmente, sobre onde investir com responsabilidade. Até lá, seguimos empurrando a crise com a barriga — e quem paga a conta, como sempre, é o contribuinte.
