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Terça-feira, 21 de Abril de 2026

Política

A última colônia da África ainda luta por liberdade

Relato do diplomata Ahamed Mulay Ali sobre a marcha da liberdade realizada na França em 2025.

Raquel Sena
Por Raquel Sena
A última colônia da África ainda luta por liberdade
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A luta por independência ainda é uma realidade em pleno século XXI, é de conhecimento da sociedade que presos políticos perdem seu direito de liberdade, simplesmente por lutar por uma causa que deveria ser um direito natural como a liberdade de seu pais.

Este é o caso da ultima colônia da África, que possui forte apoio dos brasileiros em intermédios de suas pautas.

Através do porta-voz e representante político Ahamed Mulay Ali, mais informações sobre a marcha pela liberdade aos povos Saarauís em outros países é possível transmitir esses trâmites com mais clareza.

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A prefeitura de Ivry na França, conhecida por abrir o maior centro de refugiados da União Européia recebeu a “Marcha pela Liberdade” para exigir a libertação de presos políticos Saarauis nas prisões marroquinas na manhã de 30 de março de 2025 onde foram apresentadas canções, danças e debates em torno do direito a liberdade.

A marcha passou por várias cidades da França e Espanha até a prisão de Kenitra, no Marrocos, onde alguns dos detidos saarauis do grupo Gdeim Izik estão detidos.O Diplomata informou que o prefeito Philippe Bouyssou deu as boas-vindas aos participantes da marcha, expressando sua solidariedade incondicional à luta do povo saaraui.

Esta marcha é a primeira do gênero na história da solidariedade internacional com os presos políticos saarauis e pode ser uma oportunidade para expor os crimes da ocupação marroquina e suas graves violações cometidas contra civis saarauis desarmados.

Na esplanada François-Mitterrand, uma enorme bandeira de cerca de dez metros de comprimento tremula. A da República Árabe Saaraui Democrática, um estado não reconhecido pela França, mas reconhecido por metade da comunidade internacional.

Além de exigir a libertação dos presos políticos saarauis, os ativistas também lutam para que "a França pare de perseguir políticas colonialistas e imperialistas que ignoram os direitos dos povos da África".

Em outras notas publicadas pela imprensa internacional o Comité da Organização das Nações Unidas contra a Tortura  havia denunciado, em cinco comunicações, casos de tortura para extrair confissões de cinco dos 13 detidos nos protestos de Gdeim Izik.

 

 

FONTE/CRÉDITOS: Depoimento de Ahamed Mulay Ali,
Raquel Sena

Publicado por:

Raquel Sena

Estudante de Jornalismo, Sanitarista, entusiasta em artes, entretenimento e política.

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