Na terceira edição do Vozes da Comunidade, o secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Alexandre Patury, apresentou um diagnóstico direto sobre o cenário da criminalidade na capital: não há territórios dominados por facções, e o controle estatal segue presente em todas as regiões administrativas. A estratégia, segundo ele, é clara — tolerância zero ao enraizamento do crime organizado.
Ao assumir a condução da segurança pública no DF, Alexandre Patury chega com um discurso firme e uma linha de atuação baseada na antecipação. Em sua participação no programa Vozes da Comunidade, o secretário destacou que, diferentemente de outras unidades da federação, Brasília mantém controle territorial pleno, sem áreas onde o Estado esteja ausente.
A fala não ignora os desafios. Patury reconheceu a existência de “células” de organizações criminosas, inclusive com conexões nacionais, além de grupos locais que tentam se estruturar. No entanto, segundo ele, a resposta das forças de segurança tem sido rápida e constante, impedindo que essas estruturas ganhem força.
Nesse cenário, a atuação da PMDF aparece como peça-chave. Com operações frequentes e presença ostensiva nas ruas, a corporação atua em conjunto com outras forças para manter o ambiente sob vigilância contínua. A lógica é simples: não dar espaço para que o crime se organize, cresça ou estabeleça domínio.
Outro ponto sensível citado pelo secretário é a presença do Presídio Federal em Brasília, que abriga lideranças de alta periculosidade. Esse fator exige um trabalho ainda mais refinado de inteligência, com monitoramento constante para evitar qualquer tentativa de articulação externa que possa impactar a segurança local.
Patury reforçou que o diferencial do DF está justamente na presença ativa do Estado em todas as regiões administrativas. Essa ocupação institucional, segundo ele, impede que grupos criminosos criem regras próprias ou estabeleçam poder paralelo — realidade observada em outras partes do país.
A política adotada segue uma linha de tolerância zero, com foco em ações preventivas e repressivas simultaneamente. A meta é clara: manter o Distrito Federal fora do mapa das áreas dominadas pelo crime organizado.
Ao colocar a inteligência no centro das decisões e manter operações constantes, a gestão de Patury sinaliza que o combate ao crime no DF não será reativo, mas estratégico. A mensagem é de vigilância permanente — e de um Estado que não pretende abrir mão de nenhum espaço.