Cassia dos Reis estava se preparando para um jantar. Havia combinado com José Fernandes, a quem estava conhecendo, talvez para namorar. Mas não estava muito bom. Estavam não se entendendo tanto, talvez a coisa não desse certo. Aquele seria o jantar para acertar, ver as coisas, se realmente daria certo. Era ele um homem já de 50 anos, tendo ela 44. Era ela bem bonita, uma loira de seios grandes e bunda redonda, olhos verdes. Os quais sempre destacava de alguma forma. No caso, para aquele encontro, iria com um decotado vestido preto. Não para indicar luto, mas sim para se destacar, mostrar o que tinha. Neste caso, mostrar para José. Estava indo sem grandes expectativas, mas ainda disposta a dar uma chance.
Ele a levou em um restaurante de carnes. Decidiram cada um comer um entrecot e beber um vinho juntos. José a achava muito bonita. Não sabia ao certo ainda o que pensar da pessoa dela, mas estava se contentando com sua beleza. Já tinha levado ela para jantar umas vezes. Já tinha também transado. Gostara bastante. Mas ainda lhe parecia algo que estava acabando, que aquele relacionamento não ia dar certo. Ainda queria a beleza dela, por isso estava insistindo. Mas talvez tivesse mesmo de ver outra. Aquela noite ainda ia tentar, querendo que desse certo. Era já um homem grisalho, com um bom porte. Não era muito bonito de rosto, em verdade, apesar de se cuidar bastante. Tinha olhos castanhos. Era bem de vida, apesar de não ser nenhum multimilionário. Ganhava bem como engenheiro civil.
Estavam sentados, conversando. Cassia acompanhava a conversa que ele fazia. Estava um pouco desinteressada, mas ainda fingia gostar. Estava cada vez mais convencida de que iriam se afastar. Contava ele coisas de trabalho, trânsito, relembrava alguns momentos que já tivera com ela. Ao começar a comentar coisas de sua ex, aí teve ela por um segundo a certeza de que realmente não iria para a frente. Porém, no meio do assunto, comentou ele sobre o fato de ter um filho já adulto, de 22 anos, chamado Márcio.
Mostrou a ela a foto e então as coisas mudaram. Vendo a foto do rapaz, sentiu ela um desejo, uma vontade que até então não manifestara ao longo da noite. Para não levantar suspeitas, não mudou o tom da conversa nem da maneira como estava. Apenas, sutilmente, foi se mostrando mais interessada. Achara o rapaz um tanto bonito. Assim como o pai, o rosto não ajudava muito. Porém tinha uma graça, algo que lhe dava uma graciosidade. Os cabelos levemente castanhos e a expressão que tinha faziam o resto. José guardou o celular. Os pratos, com os belos entrecots chegaram em seguida. Já tinham bebido um pouco do vinho.
Comiam e conversavam. José notou que ela estava agora mais interessada, se sentindo maior, mais valorizado. Algum valor nele tinha ela visto agora. Começava a ver a possibilidade de dar certo um relacionamento com ela. Discretamente olhava os seios decotados de Cássia enquanto pensava isso. Ficou mais feliz, deixando aquilo transparecer, embora não falasse diretamente. O rapaz era realmente bem mais atraente, achava. Seria um prazer passar noite junto com ele. Percebeu que José estava feliz, achando ser com ele. O faria acreditar naquilo. Terminaram de comer e ficaram bebendo o vinho. José pagou a conta.
Ao entrarem no carro, ela toda sorridente, sentia-se ele poderoso, atraente, bonito. Um alfa, como dizem por aí. Ao vê-la sentada no banco de carona de seu veículo via todo esse sentimento se renovar, sentir-se o grande. Chegaram em casa. Márcio estava já no quarto, dormindo. José mais uma vez comentou que era ele um rapaz tranquilo, saía pouco. De maneira mais silenciosa, se beijaram. Ele então a levou até a suíte, colocando já a mão em sua buceta. Ela gemia naquela, misturando tudo que pensava. Foi fortemente comida e degustada pelo namorado durante a noite, fazendo todas as coisas que ele queria, agindo da maneira que ele gostaria. Pensava no rapaz, distante poucos quartos dali, mas, naquele momento, tentava esquecer um pouco.
Márcio acordou no dia seguinte. Tinha já ouvido os dois na noite anterior, mas ficara quieto. Estava só de cueca. Saiu do quarto para ir ao banheiro, se deparando com Cássia, nua. Se assustou em princípio, embora gostou do que viu. Ela, fingindo constrangimento, apenas passou rápido. Ficou um pouco parado. Escutava o pai roncando. Vendo que ela deixara a porta do banheiro aberta, ficou meio afastado, olhando aquilo que conseguia enxergar dela no chuveiro. Via ela mover o braço e em seguida colocar no corpo, imaginando por onde aqueles dedos passavam. Pela posição na qual estava, não conseguia ver mais nada. Então ouviu os roncos pararem. Voltou para o quarto, eriçado.
Se vestiu, desceu para tomar café. O pai e a madrasta já estavam lá. Foram tomando. Sem dar muita pinta, Cássia dava alguns leves olhares, disfarçadamente. Márcio não chegava a entender diretamente, mas chegavam algumas leves sensações de liberalidade. José falou um pouco dele para a namorada. Disse que era um rapaz bom, inteligente, bastante dedicado. Era bastante estudioso, sendo estudante de direito. Não saía muito, era verdade. Mas esperava aquilo ir mudando com o tempo. E nunca tinha ficado ou tido relações com ninguém. Queria que aquilo fosse logo resolvido, para que ele se tornasse um homem de verdade. Era um bom menino, não mais do que isso, dizia.
Tinha o rapaz uma cadeira pela manhã, na faculdade, tendo de ir. José também tinha de sair, para o trabalho, na engenharia civil. Cássia também. No caso, era ela uma instrutora de academia. Se arrumaram para seus locais. Deu ela um beijo no rosto de Márcio, com uma ternura mal disfarçada. José os cumprimentou, vendo que as coisas dariam bem mais certo. Foram aos seus destinos.