Como estilo, esta forma de música possui diversos nomes. O acima é o mais conhecido e usado, mas também é muitas vezes referida como erudita ou instrumental. Em relação aos dois últimos nomes, eles possuem algumas variações importantes. Erudita até encaixa, pois normalmente são músicas com mais notas musicais e uma escala mais complexa, o tornando uma música com sons e arranjos de maior variedade, contrastando com músicas mais populares que costumam ter poucas notas. Instrumental também faz um certo sentido, pois normalmente são músicas sem letra, embora algumas fossem para ser tocadas em óperas ou ballets.
O termo música clássica foi, no entanto, o que mais se consagrou, o que passou a ser mais utilizado pelas pessoas. Talvez, em grande medida, tenha ocorrido isso, por ser a forma antiga da música, ela feita em sua forma mais complexa. Focando essencialmente na música em si, é na verdade uma variedade de estilos musicais, normalmente marcados por períodos. Se teve o barroco, neoclássico, romântico e alguns outros. Da segunda metade do século XIX para cá a categorização tem sido mais fraca, se tendo grandes compositores, mas sem um estilo tão classificado. As vezes alguns chamados genericamente de modernistas. Porém não possuindo alguma maior característica comum que lhe agremie em um mesmo estilo de música.
Nesta variedade de estilos, se foram criadas músicas que possuem várias inspirações e formas. Algumas delas são bastante agitadas, bastante intensas outras mais suaves. Especialmente os românticos costumam fazer as mais intensas, como Beethoven, Tchaikovsky, Balakirev, Mussorgsky, Korsakov, Wagner, Rossini, Verdi, Paganini, Strauss, Saint Saens, Bizet e outros. Estas mais intensas possuem particulares belezas pois conseguem trazer a força e a intensidade da música através também de uma boa erudição musical, lhes dando mais variedades e fazendo sons ainda mais intensos, trazendo a força para novos patamares. Mesmo músicas mais suaves, como de Mozart, Bach, Chopin, Mendelssohn, Mahler, Listz, Grieg e outros, também carregam consigo suas forças e belezas, trazendo à tona as vezes uma bela suavidade, uma grande e calma beleza.
Mais do que outras formas, a música clássica remete ao abstrato com maior força e beleza. Ao usar de sons e de grandes formas musicais, sem uma letra que defina propriamente o desenrolar musical, permite com que se sinta e se perceba coisas não colocadas em palavras. Ou seja, atingir graus de sensações e de sentimentos que não estão propriamente expressos ou sabidos, apenas percebidos. É uma concepção bastante romântica da música, certamente. Pois se baseia na capacidade dela de sentir coisas ainda desconhecidas e desentendidas. E isso se consegue, se percebendo e se ampliando grandemente os sentidos. E usando a força instrumental isto é atingido com uma força que poucas outras coisas conseguem.
Em linhas gerais, é a música clássica uma variedade de estilo que se unem pelo fato de usarem pouca letra, focando na complexidade instrumental. Assim entram em vastos e belos campos musicais, muitas vezes traduzidos e colocados em uma percepção e uma sensação própria, que passam para a pessoa que escuta. É a beleza da música, em sua mais completa e densa forma se manifestando. Assim ela atinge grande parte de sua grandeza, melhorando bastante quando se a escuta.
