A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), neste domingo (25), abre caminho para que o presidente complete 16 anos à frente do Brasil. A longevidade política aproxima sua trajetória, em termos de permanência no poder, da de ditadores como Vladimir Putin, Xi Jinping e Daniel Ortega.
Na história nacional, Lula poderá ficar atrás apenas de Getúlio Vargas, que governou o país por aproximadamente 18 anos, em períodos distintos. A comparação histórica, entretanto, não elimina uma questão central: quais serão as consequências econômicas e sociais de mais quatro anos de administração do petista que pode vir a ser o mais velho presidente em regimes democráticos do mundo?
O brasileiro que trabalha terá que enfrentar anos de arrocho para bancar os pacotes de "bondades" que Lula instituiu. A política fiscal, o controle da inflação e as perspectivas de crescimento econômico do Brasil estão sob a responsabilidade de um presidente de 81 anos, cuja idade avançada levanta questionamentos sobre sua capacidade de conduzir decisões complexas e estratégicas. As dúvidas sobre sua lucidez, seu discernimento e sua capacidade de resposta diante dos desafios nacionais tornam ainda mais preocupante o futuro econômico do país. Afinal, o Brasil não pode ficar refém de incertezas quando estão em jogo o emprego, a renda e o sustento de milhões de brasileiros. Com tempos difíceis à porta, o equilíbrio entre arrecadação, despesas públicas e investimentos será decisivo para preservar o poder de compra da população.
O maior desafio estará na população economicamente vulnerável. Sem geração consistente de empregos e oportunidades, os mais dependentes ao assistencialismo vão sofrer mais, especialmente diante de uma eventual deterioração das contas públicas. Lula terá quatro anos para demonstrar que programas sociais podem caminhar ao lado do desenvolvimento econômico, sem transformar benefícios necessários em dependência permanente.
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