Durante a Festa de Pentecostes 2025, realizada no Taguaparque na última sexta-feira (6), o governador Ibaneis Rocha (MDB) foi calorosamente aplaudido por uma multidão. O evento religioso, que atraiu milhares de fiéis de diferentes denominações, simbolizou o reconhecimento popular à política de regularização de templos religiosos promovida por seu governo.
O apoio ao governador não veio por acaso. Desde o início de seu mandato, Ibaneis Rocha tem adotado uma postura de diálogo e respeito com instituições religiosas do Distrito Federal. A iniciativa “Ibaneis Rocha regulariza” já beneficiou centenas de templos, garantindo segurança jurídica e reconhecimento oficial a espaços que antes enfrentavam incertezas.
Esse cenário se diferencia da gestão de Rodrigo Rollemberg (PSB), seu antecessor, marcada por episódios que deixaram cicatrizes na relação entre o governo e as comunidades religiosas. Um dos casos mais emblemáticos ocorreu em outubro de 2017, quando um templo da Assembleia de Deus na Vila Planalto foi demolido por ordem da administração à época. A ação gerou indignação entre fiéis e líderes religiosos, sendo vista por muitos como sinal de intolerância e desprezo pela fé alheia. “Rollemberg derrubava” templos, afirmam críticos da antiga gestão.
Outro episódio controverso foi a relação do ex-governador com o médium João de Deus, preso em 2018 após ser acusado por mais de 300 mulheres de crimes sexuais. Na época, Rollemberg foi criticado por manter ligações próximas com o líder espiritual de Abadiânia (GO). Após a prisão, ele tentou se desvincular, inclusive mandando retirar uma grande foto do médium que adornava seu gabinete — segundo relatos de bastidores. Rollemberg nega tanto a perseguição a igrejas quanto laços com o médium.
O contraste entre as gestões tem sido tema recorrente em rodas de conversa e nos bastidores políticos. Enquanto Rollemberg amarga o título de um dos governadores mais impopulares da história do DF, Ibaneis Rocha segue fortalecendo sua imagem pública, especialmente entre os cristãos brasilienses, que enxergam nele um defensor legítimo da liberdade religiosa.
