A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que manteve o indeferimento da candidatura de José Roberto Arruda (PSD) muda de forma significativa o tabuleiro das eleições 2026 no Distrito Federal. Com Arruda impugnado e fora da disputa, a governadora Celina Leão (PP) entra na reta final da campanha diante de um cenário novo: parte expressiva do eleitorado que até agora declarava voto no ex-governador terá de escolher outro candidato, votar em branco ou anular o voto.
Nas pesquisas realizadas antes da decisão definitiva do TSE já haviam testado exatamente essa hipótese e indicavam que a retirada de Arruda poderia favorecer principalmente a atual governadora.
Celina cresce sem Arruda
Levantamento Correio/Opinião divulgado no início de setembro mostrou Celina com 32% das intenções de voto quando Arruda aparecia entre os candidatos. Sem o ex-governador, ela subia para 38,9%. Arruda tinha 23,3% no cenário em que participava da disputa.
Para onde vão os votos de Arruda?
Essa passa a ser uma das grandes perguntas da eleição no Distrito Federal.
Os eleitores que declaravam voto no ex-governador não migram automaticamente para nenhum candidato. Eles poderão escolher Celina, Grass, Belmonte, Cappelli, Caputo ou outro concorrente, além de optar por votos nulos ou brancos.
Ainda assim, a pesquisa Correio/Opinião oferece uma indicação do comportamento observado naquele levantamento: Celina era quem mais crescia quando Arruda era retirado do cenário, avançando quase sete pontos percentuais.
TSE encerra condição de candidato sub judice
O TSE manteve nesta quinta-feira (24), por cinco votos a dois, o indeferimento do registro de José Roberto Arruda. A decisão confirma o entendimento anterior do TRE-DF, que considerou o ex-governador inelegível em razão de seis condenações por improbidade administrativa relacionadas à Operação Caixa de Pandora.
Até então, Arruda permanecia na campanha na condição de candidato sub judice. A legislação permite que candidatos com registro indeferido continuem realizando campanha e tenham o nome mantido na urna enquanto houver recurso pendente. Com o indeferimento definitivo, essa condição deixa de existir.
Uma eleição redesenhada
A discussão que antes estava concentrada na composição de um eventual segundo turno poderá dividir espaço, nos próximos dias, com outra possibilidade apontada por pelo menos uma das pesquisas: uma definição da disputa pelo Palácio do Buriti já no primeiro turno.
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