Jornal da 2CNews

Domingo, 26 de Abril de 2026

Política

O barulho dos “salvadores” e o silêncio de quem entrega

Enquanto o debate se contamina com ataques e promessas milagrosas, o eleitor do DF observa com mais atenção do que muitos imaginam - e já começa a separar discurso de realidade nas eleições 2026

Claudio Campos
Por Claudio Campos
O barulho dos “salvadores” e o silêncio de quem entrega
Agência Brasília
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No cenário político do Distrito Federal, a velha fórmula reaparece com força: quanto menos entrega concreta, mais barulho nas redes sociais. Em meio a isso, a governadora Celina Leão tem sido alvo constante de críticas e ataques - muitos deles sem base sólida - em um ambiente cada vez mais dominado por narrativas fáceis e soluções mágicas.

Brasília parece viver um déjà vu político. De tempos em tempos, surgem figuras com discursos prontos, soluções instantâneas e a promessa de transformar o Distrito Federal em uma espécie de “Suíça do Cerrado” - tudo isso embalado em vídeos curtos e frases de efeito.

É curioso como funciona essa lógica: quanto mais simples a promessa, mais complexa a realidade ignorada.

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Nesse jogo, o ataque virou estratégia central. Criticar, desconstruir, levantar dúvidas - ainda que sem provas concretas - passou a ser mais eficiente do que apresentar propostas viáveis. Afinal, construir leva tempo. Destruir reputações, não.

É nesse ambiente que Celina Leão se encontra. Alvo frequente, ela acaba sendo o centro de uma disputa que parece menos preocupada com o futuro do DF e mais interessada em visibilidade.

E aqui entra um ponto que muita gente subestima: o eleitor brasiliense mudou.

Não é mais aquele público que compra qualquer narrativa embalada em indignação. Ele acompanha, compara, observa - e, principalmente, lembra. Lembra de gestões passadas, de promessas não cumpridas e de discursos que evaporaram com o tempo.

Por isso, a estratégia do ataque constante pode até gerar curtidas, mas não necessariamente votos. Como já dizia Friedrich Nietzsche: “Aquele que luta com monstros deve cuidar para não se tornar um monstro.”

No ambiente político atual, muitos parecem ter esquecido esse detalhe.

No fim das contas, o que está em jogo nas eleições 2026 não é apenas quem fala mais alto, mas quem sustenta o que diz com histórico, consistência e capacidade real de gestão.

E, goste-se ou não, um fato se impõe:

Celina, sim tem o respeito popular - algo que não se constrói com ataques, mas com tempo, presença e entrega. Enquanto isso, os chamados “derrotados” seguem tentando reescrever suas próprias histórias - agora, com filtros, cortes e trilha sonora.

O problema é que a vida real não cabe em um reels.

Claudio Campos

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Claudio Campos

Claudio Campos é jornalista com registro MTB/Fenaj 2993-DF desde 12 de fevereiro de 2003. Apartidarismo, imparcialidade crítica e independência jornalística são preceitos básicos que norteiam sua conduta profissional e pessoal

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