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Segunda-feira, 08 de Junho 2026
Política

Leila do Vôlei e Érika Kokay não defendem os velhinhos, mas blindam coleguinhas na CPMI do INSS

Senadora Leila Barros (PSB) e deputada Érika Kokay (PT) ignoram os aposentados lesados para proteger aliados suspeitos nas fraudes do INSS

Claudio Campos
Por Claudio Campos
Leila do Vôlei e Érika Kokay não defendem os velhinhos, mas blindam coleguinhas na CPMI do INSS
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No país onde a fila do INSS já virou patrimônio cultural e a paciência dos aposentados foi leiloada a preço de banana, o mínimo que se esperava da CPMI do INSS era um pouco de indignação com os verdadeiros lesados da história: os idosos que tiveram benefícios saqueados por quadrilhas especializadas. Mas não. Leila Barros e Érika Kokay resolveram pegar o atalho da conveniência política. Ao invés de defender os indefesos velhinhos, as duas se entregam à cumplicidade, defendendo coleguinhas implicados até a medula na trama fraudulenta que devastou aposentadorias.

No universo paralelo do Congresso Nacional, a sigla CPMI até parece sinônimo de CPI de Mentirinha. A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que promete investigar os escândalos de corrupção e fraude no Instituto Nacional do Seguro Social virou palanque para discursos envernizados de “solidariedade seletiva” de Leila e Kokay.

Quem pensava que veria ali uma cruzada contra a lambança que deixou milhares de aposentados sem um tostão, se frustrou. A dupla dinâmica da vergonha alheia — Leila do Vôlei (PSB-DF) e Érika Kokay (PT-DF) — decidiu que seria mais produtivo defender os amigos envolvidos no lamaçal do que exigir justiça para os velhinhos que, depois de uma vida de contribuição, foram tratados como gado em frigorífico político.

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Leila, que já teve seu momento de heroína nos ginásios, parece agora ter trocado a rede de vôlei por uma rede de proteção a investigados. E Kokay, que adora discursar sobre os direitos dos trabalhadores, esqueceu convenientemente que aposentado também é trabalhador — e foi justamente esse povo que perdeu dinheiro, paz e dignidade enquanto ela lambia as botas dos colegas de partido.

A politicagem descarada que tomou conta da CPMI mostra que a preocupação dessas parlamentares não é com a verdade, muito menos com o prejuízo dos idosos. O objetivo é blindar os “companheiros” da sigla, limpar a barra de gente suspeita e transformar a comissão em um palco de encenação barata, como se todos nós fôssemos figurantes no teatro da desonestidade.

Enquanto isso, os aposentados seguem esperando. Esperando que o INSS funcione. Esperando que devolvam o que lhes foi tirado. E agora, esperando também que alguém em Brasília largue o script da hipocrisia e resolva fazer o que prometeu: defender o povo.

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Claudio Campos

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Claudio Campos

Claudio Campos é jornalista com registro MTB/Fenaj 2993-DF desde 12 de fevereiro de 2003. Apartidarismo, imparcialidade crítica e independência jornalística são preceitos básicos que norteiam sua conduta profissional e pessoal

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