Enquanto pais e professores clamam por medidas urgentes diante do caos instalado nas escolas públicas do Distrito Federal, parte da esquerda local protagoniza um teatro vergonhoso na Câmara Legislativa: trava projetos sérios de segurança em nome de discursos mofados. O jogo sujo é claro — e a consequência, sangrenta.
É inacreditável — mas infelizmente real. A cada novo episódio de violência nas escolas públicas do DF, o que sobra é a indignação da sociedade e a omissão calculada de setores da política que deveriam estar na linha de frente da proteção às crianças. A esquerda brasiliense, representada com fervor por Chico Vigilante (PT) e Fábio Félix (PSOL), parece ter abraçado de vez a tese de que ideologia vale mais do que a vida de um aluno.
Não estamos falando de abstrações. Na semana passada, um professor temporário foi preso após estuprar uma criança de 4 anos na Escola Classe 203 do Itapoã. Isso mesmo: uma aluna de 4 anos. Dias antes, um adolescente de 15 anos levou uma facada no peito, em plena escola do Riacho Fundo II. Esses não são “casos isolados”, são gritos de socorro ignorados por quem deveria legislar para proteger.
Enquanto o deputado distrital Roosevelt Vilela (PL) tentava aprovar o PL 1211/2024 — que obriga a instalação de câmeras em áreas estratégicas de escolas públicas, exceto banheiros, com imagens armazenadas por 90 dias —, a esquerda afinava o coro contra a proposta. Acusaram o projeto de “perseguir professores” e de transformar escolas em presídios. Sim, essa foi a desculpa esfarrapada usada enquanto sangue escorre no chão das salas de aula.
O que se passa na cabeça de membros da esquerda como Chico Vigilante e Fábio Félix que sempre jogam contra o povo em cima de uma narrativa mentirosa? Aliás, como é costume da esquerda, a prioridade nunca é a comunidade que paga o preço do abandono — é o discurso, a retórica, o delírio revolucionário empoeirado que ainda insiste em dominar o microfone, mesmo que às custas da segurança de crianças indefesas.
A obstrução vergonhosa da votação do PL, com direito à ausência estratégica do presidente Wellington Luiz e articulações nos bastidores para esvaziar o quórum, foi mais um capítulo do jogo sujo que certos parlamentares jogam com a vida dos outros. O vice Ricardo Vale (PT) presidiu a sessão, e o teatro estava armado: a base sumiu, e o projeto foi enterrado sem debate, sem voto, sem vergonha.
Pra piorar, até o site oficial da Câmara Legislativa entrou na dança: publicou uma matéria que ignorou completamente o autor da proposta e os motivos urgentes por trás dela. Preferiu, convenientemente, ecoar só a narrativa da esquerda. Um verdadeiro desserviço à democracia e ao jornalismo público.
A verdade é dura, mas precisa ser dita: a esquerda não se importa com a segurança de quem está nas escolas. Se importasse, não trataria câmeras de segurança como instrumentos de opressão, mas como o que de fato são — ferramentas de proteção para os mais frágeis.
Câmeras não vigiam, elas salvam. E quem se opõe a isso, em meio a tantos crimes, tem sangue retórico nas mãos.
Enquanto isso, professores seguem sendo agredidos, crianças seguem sendo violentadas e pais seguem desesperados. E os paladinos da autonomia pedagógica seguem com suas teorias de gabinete, defendendo uma escola utópica que só existe na bolha ideológica onde vivem.
É hora de parar de fingir que estamos discutindo política educacional. O que está em jogo é a vida. E quem se opõe a isso, por ego, ideologia ou conveniência, não tem mais lugar no debate sério.
A população precisa enxergar: não é exagero, é realidade. E a realidade sangra.
