Em uma sessão marcada por discursos acalorados, mas com resultado previsível, a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou, por 15 votos a 7, o Projeto de Lei nº 1.882/2025, autorizando o Banco de Brasília (BRB) a comprar 49% do Banco Master. A operação, estimada entre R$ 2 bilhões e R$ 3 bilhões, foi considerada estratégica pelo governo e aplaudida como uma vitória para o Distrito Federal.
A aprovação relâmpago da proposta enviada pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) no último dia 14 de agosto não deu margem para a oposição fazer mais do que levantar poeira e tentar atrasar o inevitável. Em regime de urgência, a votação ocorreu em dois turnos e selou o avanço do BRB rumo ao seleto grupo dos maiores bancos do país.
Com a aquisição, o BRB, que já é controlado em 71,92% pelo Governo do Distrito Federal, passará a integrar o ranking dos 20 maiores bancos do Brasil em ativos totais — ocupando a 17ª posição. Além disso, o negócio inclui o banco digital Will Bank, o que promete ampliar a atuação da instituição em frentes como crédito consignado, câmbio e mercado de capitais.
Segundo o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, o negócio é mais do que um movimento de mercado: trata-se de um reposicionamento estratégico que poderá gerar até R$ 2 bilhões em dividendos ao longo dos próximos cinco anos. Um impulso direto ao caixa do GDF e, por tabela, à própria população brasiliense.
A operação ainda precisa passar pelo crivo do Banco Central (BC) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), mas o sinal verde da CLDF foi fundamental para destravar o processo. O Tribunal de Justiça do DF havia condicionado a transação à aprovação legislativa e da assembleia de acionistas — e o governo tratou de cumprir cada etapa à risca.
Ibaneis Rocha comemorou a vitória com tom de estadista: “Essa aprovação é a prova da legitimidade e da responsabilidade com o crescimento do DF.” Já a Fecomércio-DF também soltou nota destacando os impactos positivos da operação, como geração de empregos, atração de investimentos e o fortalecimento do BRB como instrumento de desenvolvimento regional.
Enquanto isso, os opositores, que tentaram barrar a proposta com argumentos jurídicos frágeis e discursos reciclados, saíram derrotados. Restou a eles assistir, da tribuna, o avanço do banco do brasiliense rumo a voos mais altos no sistema financeiro nacional.