O senador Izalci Lucas (PL-DF) voltou atrás e retirou o pedido de criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar a proposta de aquisição parcial do Banco Master pelo BRB. A decisão veio após análise de documentos, consulta a especialistas e diálogo direto com a direção da instituição financeira brasiliense — e, claro, após sentir a pressão da nova imprensa do DF, que não deixou a narrativa se sustentar no grito.
A tentativa de abrir uma CPMI sobre a negociação entre o BRB e o Banco Master durou pouco. Anunciada com estardalhaço por Izalci Lucas como uma forma de "esclarecer" dúvidas sobre a compra, a ideia ruiu diante da realidade dos fato.
"Após receber documentos oficiais, escutar especialistas do setor e conversar com a direção do BRB, compreendi que não há risco à instituição nem ao patrimônio do Distrito Federal", admitiu Izalci, durante pronunciamento nesta quarta-feira (30). Ele ainda agradeceu aos colegas que assinaram o requerimento inicial da CPMI “pela confiança”, mas ponderou que manter o pedido significaria lançar insegurança desnecessária sobre o mercado.
Na prática, a operação de aquisição parcial do Banco Master pelo BRB está sendo conduzida com responsabilidade e transparência. Ainda depende de aprovações de órgãos reguladores como o Banco Central, o Conselho Monetário Nacional e o Cade. Até lá, seguem as avaliações técnicas e jurídicas que fazem parte de qualquer transação entre grandes instituições financeiras.
O recuo do senador também tem outra leitura nos bastidores: Izalci sentiu a força da nova imprensa brasiliense, que cobrou responsabilidade, coerência e serenidade no trato com temas que mexem com a economia e o futuro do DF. Tentativas de transformar o BRB em palanque político ou trampolim eleitoral não passaram despercebidas — e a resposta veio rápida.
A bem da verdade, o BRB tem apresentado números robustos e uma atuação em crescimento. Já está presente em 10 estados, além do DF, e atende cerca de 9 milhões de clientes. A aquisição do Banco Master é vista por analistas como uma jogada estratégica para ampliar mercado, diversificar serviços e consolidar o BRB como uma referência nacional no setor.