Cocaína, maconha e um scanner corporal sem coração. Foi assim que duas mulheres apaixonadas — ou cúmplices experientes, quem sabe — viram seus planos escorrerem ralo abaixo ao tentarem entrar no Complexo Penitenciário da Papuda com drogas bem escondidas onde o sol não bate. O amor, dizem, move montanhas. No DF, parece que move também o “tráfego” entre a cela e a calcinha.
É isso mesmo que você leu. Em pleno século XXI, com toda tecnologia de segurança penitenciária disponível, ainda tem traficantes achando que o scanner corporal é uma espécie de aparelho de raio-X do Paraguai. O resultado? Duas mulheres presas, visitas canceladas, e um novo episódio para o capítulo “Não vai dar certo, mana”.
O flagrante aconteceu porque elas ignoraram um pequeno detalhe: na Papuda, o scanner corporal é obrigatório. Não é enfeite. Passou, apitou. E apitou mesmo. Quando os agentes desconfiaram das imagens, veio a surpresa: cocaína e maconha, devidamente embaladas e camufladas com aquele toque de ousadia que só o crime sem planejamento consegue proporcionar.
A motivação? Talvez a velha história do “ele precisa de mim”, ou quem sabe um pagamento rápido de algum chefão que manda mais da cela do que muito vereador solto por aí. O que não faz a paixão de mulheres iludidas ou cúmplices do crime, não é mesmo?
Segundo o velho Sófocles — aquele da Grécia, não da quebrada — “o crime pune a si mesmo”. E pune com algema, audiência de custódia e, claro, a vergonha estampada nos portais de notícia. Essas traficantes não ganharam nem a visita, nem o dinheiro, nem a liberdade. Só ganharam o título de destaque do dia no boletim de ocorrências.
Mas que fique o alerta: o “tráfego” de entorpecentes para dentro de unidades prisionais não é coisa nova. Já tentaram com roupas, alimentos, brinquedos, cabelos postiços e até... absorventes. Agora, as partes íntimas seguem na moda como esconderijo improvisado. Só que, com scanner corporal, o plano é tipo novela da tarde: sempre termina em tragédia e lágrimas na cela.
Enquanto isso, os presos seguem esperando o próximo gênio que vai tentar burlar o sistema. E a Papuda? Essa segue firme como laboratório de testes da criatividade criminosa — onde, infelizmente, o amor bandido ainda tem público e elenco.
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