Se as eleições de 2026 fossem hoje, a vice-governadora Celina Leão (PP) estaria com o caminho bem pavimentado rumo ao Palácio do Buriti. Segundo levantamento do Instituto Paraná Pesquisas divulgado em 9 de junho, ela lidera todos os cenários simulados para o Governo do Distrito Federal. Na disputa pelo Senado, o destaque é Michelle Bolsonaro (PL), com Ibaneis Rocha (MDB) logo atrás — ambos com índices expressivos de intenção de voto.
A pesquisa aponta que Celina Leão aparece com 31,1% das intenções de voto no cenário estimulado, à frente de Fred Linhares (Republicanos), que tem 21,5%, e do ex-governador José Roberto Arruda (PL), com 15,3%. Em cenários com menos concorrência, Celina cresce ainda mais: chega a 34,4% no segundo cenário e alcança 42,8% na terceira simulação — um indicativo de que sua presença no segundo turno das eleições 2026 parece cada vez mais provável.
Além de aparecer bem nas pesquisas, Celina conta com um diferencial que pesa: é considerada muito competente por aliados e analistas políticos. Sua atuação como vice-governadora tem sido marcada por articulações firmes, perfil técnico e proximidade com a base conservadora, o que a torna um nome forte para aglutinar o eleitorado de centro e direita.
Na corrida pelas duas vagas ao Senado, Michelle Bolsonaro lidera com 42,8% das intenções de voto, seguida por Ibaneis Rocha, que soma 36,5%. A senadora Leila Barros (PDT) aparece com 29,7%. Mais abaixo estão Erika Kokay (PT), com 24%, e Bia Kicis (PL), com 18,3%.
Caso Michelle não entre na disputa, o cenário muda: Fred Linhares sobe para 36% e empata tecnicamente com Ibaneis, que aparece com 35,3%.
Um fator importante na equação é a popularidade do atual governador. A gestão de Ibaneis Rocha à frente do GDF é aprovada por 56% dos eleitores — um capital político significativo que pode ser decisivo em sua possível candidatura ao Senado. A avaliação positiva do governo tende a favorecer também Celina, que tem sido peça-chave nas decisões do Executivo local.
Apesar das boas posições de Celina e Michelle, o levantamento também mostra que há mais de 10% de indecisos em alguns cenários. A abstenção, sempre imprevisível, pode mexer nas engrenagens do jogo político.
Com as convenções partidárias marcadas para junho de 2026, as costuras políticas e alianças estratégicas serão decisivas. O jogo está longe de encerrado — mas o desempenho atual do GDF coloca seus nomes em posição privilegiada para a largada.
